SITUAÇÃO DE ANTONINA

Que, Japão, o quê! A coisa tá feia aqui, no nosso quintal… segue a mensagem que um amigo mandou hoje cedo sobre como as coisas estão em Antonina… aqui do ladinho… menos de 80 km…

Segue algumas informações colhidas à um minuto do Clube Náutico.
A população está sem água e combustível. Energia elétrica e telefone é instável: liga e desliga. Os preços dos alimentos dispararam. Os bancos estão fechados, não há dinheiro nas agências e os cartões eletrônicos não funcionam. Não há como pescar, pois a água do mar esta barrenta e é impossível coletar alimentos.
Todos os acessos estão fechados, via 277 e Graciosa. Quem está na cidade não sai, quem está fora não entra.
Três morros estão para desabar e a população foi retirada. Como não tem onde alojar todo mundo alguns foram autorizados a retornar às casas. A Cris, gerente administrativa do clube, mora perto do morro, atrás da estação ferroviária. Foi removida mas autorizada a voltar. Os colégios, quadras, e espaços grandes estão todos cheios.
Lá no clube há vários sócios que desceram no fim de semana e não conseguem voltar. O Clube está distribuindo água da piscina, levando-a de trator para bairros distantes para consumo da população. Aqueles terrenos abertos ao lado do clube se transformaram em heliportos. Estão trazendo médicos e levando feridos e enfermos graves para Curitiba e Paranágua de helicóptero.
Estive no clube sexta feira e subi a graciosa ao fim da tarde sob forte chuva torrencial. Posso dizer que a densidade da chuva é assustadora. Nas encostas da graciosa, cachoeiras se formaram, despejando-se sobre a estrada, em lugares onde nunca escorreu água.
Fico pensando como agiriam os escoteiros, numa situação extrema destas. Por exemplo, o uso da água da piscina. Será que ninguém pensou em pegar lonas pretas de construção, estender num chão inclinado e coletar agua limpa em grande quantidade, da própria chuva??. Basta estender umas 100, 200 ou 500 lonas em diversos pontos da cidade e tem-se um sistema de coleta de água. Armazenada por alguns dias, até reconstruir a rede de coleta e distribuição.
Não há o que fazer daqui de Curitiba no momento. Passando a chuva ai sim, no trabalho de reconstrução podemos ajudar de alguma forma. Talvez a única ajuda possível no momento fosse integrar o grupo de resgate e atendimento organizado pela Defesa Civil, mais isso é trabalho de adulto, com um certo preparo para situações de emergência. Um “escoteiro” (crescido é claro) bem treinado seria alguém preparado para isso.
Mas o pior é o estado emocional das pessoas, desorientadas e desesperadas sem saber o que fazer. A fragilidade emocional torna as coisas mais difíceis pois falta-lhes calma para pensar e tomar decisões.
Neste momento chove em Antonina e região e a previsão é de mais chuvas amanhã. O clima é de “guerra”.

Basa

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Vamos ver se eu falo sobre mim um dia.
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Uma resposta para SITUAÇÃO DE ANTONINA

  1. danieli malucelli disse:

    É,realmente a situação não é das mais agradáveis,a sensação que tenho é de estar com mãos atadas,o preço da água disparou,as escolas estão fechadas,muitas empresas estão dispensando seus funcionários,e o transporte público já foi reduzido-a água não tem previsão de volta,em Paranaguá muitas pessoas também estão desabrigadas,mas a situação pior é em Morretes e Antonina.
    Resumindo,está bem complicado!

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